23 de set de 2011

Diário de viagem: Paraguai

Todo bom geógrafo, a meu ver, deve ter entre suas maiores paixões o prazer de viajar e conhecer o mundo. Dentre alguns lugares que conheci, o Paraguai merece comentários a parte.
Um país que eu não recomendaria àqueles que tem medo de aventuras , pois viajar por este país é uma verdadeira jornada e um desafio a capacidade de adaptar-se a alteridade.  Desde Ciudad del Este você já se depara com o caos social, político e a situação econômica do país que a pesar de ferver com o grande número de clientes brasileiros, não vive bons momentos!
Transito louco, multidões de ambulantes, falta de fiscalização nas fronteiras, constantes roubos, trabalho infantil visível em qualquer esquina movimentada, esse é um retrato do Paraguai. Para se ter ideia, estrangeiro só passa na imigração na aduana paraguaia se quiser !!

31 de ago de 2011

Diário de viagem: Foz do Iguaçu, Brasil

Como não sou de ferro e , como todo mundo, tenho direito ao merecido descanso do trabalho. Aproveitei então as férias de julho para além de trabalhar no PARFOR fazer uma viagem para algum destino internacional... o roteiro escolhido foi o sul do Brasil e depois me aventurar na Argentina e no Paraguai. mas para isso abandonei o curso de História na Ufpa, o qual faço nas férias!

Viajando....

Dia de viajar, malas prontas e expectativa a mil. Para começar, a primeira surpresa do dia, uma ligação da companhia aérea informando que o voo em que eu deveria embarcar havia sido antecipado em 2h, e caso eu não embarcasse neste novo horário perderia o voo de conexão no Rio e ficaria a deriva. pode isso? no Brasil sim!
Imediatamente fui para o aeroporto Internacional de Belém que ficava a apenas 10 minutos de onde eu estava. Chegando lá, tudo resolvido e meu novo trajeto Belém - SP - Curitiba - Cataratas. Saí as 15h de belém e cheguei a meia noite no aeroporto das cataratas.
Chegando em Foz do Iguaçu encarei um frio que jamais havia sentido -1º C, foi congelante!! na manhã seguinte uma surpresa, o frio fez gear com o congelamento do orvalho da manhã e com isso o sabonete liquido ficou semi-congelado, pastoso, e dificílimo de usar. Levantar cedo com um frio de 6º C não é  tarefa fácil, mas a ida ao parque nacional do iguaçu recompensou e lá pelas 9h a temperatura já estava em 12º C, mas a sensação térmica era bem mais baixa por conta do vento.
A chuva que caiu durante toda a manhã não ajudou muito, principalmente com as fotos. Entretanto não podemos negar que a vista do parque a partir do lado brasileiro ( de onde se vê o lado Argentino ) é ímpar!
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26 de jun de 2011

Espaço virtual

 É muito com nas aulas de geografia falar de modernização, tecnologia, revolução da informação e dos benefícios trazidos por este meio que chamamos de técnico-científico e informacional. Entretanto nem tudo são flores e aquilo que parece ser bom pode tornar-se mau dependendo do uso que se faz e da finalidade a que se destina. Foi o que vimos no últimos dias com ataques consecutivos à sites do governo brasileiro por hackers da internet.
A primeira vitima foi o site da presidência que chegou a ficar fora do ar por horas, logo após o portal Brasil que também saiu do ar.Nas madrugadas seguintes foi a vez da página do IBGE ser atacada e ter ser conteúdo modificado, bem como a página da universidade de Brasilia que passou a anunciar fatos e festas sem veracidade e logo após foi retirada do ar para assistência técnica.
Na madrugada de hoje foi a vez do site da Petrobrás ser atacado, ter dados, senha e acesso roubados e depois divulgados.
O Brasil sempre adotou uma política de boa vizinhança com países do continente e nunca mostrou-se disposto a confrontos, o pior que este quadro não resume-se na política externa, o país sempre mostrou-se ineficiente quando se trata de agir contra o crime, evidenciando mais uma vez que nosso país é "moloide"  e despreparado para combater aquilo que ameaça a integridade territorial e social.

23 de jun de 2011

Geomorfologia para crianças

Lembrando os tempos em que trabalhei com alunos da quinta série na EEEFM RIO CAETÉ e aproveitando o momento oportuno, posto algumas fotos quando trabalhei na 5ª série em 2010 "As formas e os elementos modeladores do relevo" . Propus uma atividade para criar paisagens e nelas destacar diferentes formas do relevo, bem como os agentes que participam do processo de modelagem do relevo. foi um sucesso!







14 de mai de 2011

Dividindo o Pará!!

A polêmica foi lançada e o povo continua sem saber no que isso resultará em suas vidas. Pensando um pouco sobre isso resolvi postar um pequeno texto de minha opnião sobre o assunto, a partir do que ressurgiu recentemente.
Então... dividir o Pará não é vontade recente, vem de longo tempo, mas só recentemete ganhou repercussão devido a legitimação do governo para a consulta pública de modo que isso se efetive ou não. As propostas de divisão são muitas e não só para o Pará, no caso do nosso estado existe a de criação de dois estados, um território federal e mais o Pará. No entanto neste momento a questão limita-se a divisão do estado para a criação do estado de carajás que corresponderia as regiões sul e sudeste paraense tendo como capital Marabá, já que no caso do estado de Tapajós ainda precisa de aval do senado e portanto ainda não entra, pelo menos por enquanto, em questão. Por último, o territorio federal do Marajó parece estar fora de cogitação.
Bem, diversos são os argumentos usados por algumas lideranças a favor da divisão, dentre elas e a mais comum é a de ingerência do Estado por conta de sua dimensão territorial, o que acaba deixando muitas regiões tais como as que estão em jogo fora das políticas públicas e da presença governamental efetiva, além de justificar que com esta extensão fica inviável promover desenvolvimetno. Alíás, sobre esta justificativa usada lanço mão dos argumentos de meu amigo historiador Júnior Duarte que usou muito bem o exemplo do Estado do Sergipe para pôr abismo abaixo essa tacanha justificativa de que um estado com dimensões menores seja mais desenvolvido por conta da facilidade de gerência e presença com promoção de desenvolvimento e infra estrutura por parte do Estado. Se verdade fosse, o Estado de Sergipe, o menor do país, seria portanto o mais desenvolvido.
Podem surgir as mais distintas justificativas para defesa da fragmentação, porém a que certamente não surgirá é aquela de que a divisão é um anseio antigo de lideranças regionais para ocupar cargos políticos e públicos de comando para poder ditar as regras do jogo a que são submetidos a partir de Belém. Livrar-se de Belém pode dar às "oligarquias" mais poder e consequente acesso a máquina e ao grande bolo nacional do qual almejam uma fatia maior ( me refiro nesse sentido a usurpação do bem público).
Se criado, Estado de Carajás herdará riqueza, desmatamento e violência do Pará . Carajás vai possuir a maior parte da riqueza mineral do Estado, que inclui a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, operada pela Vale.  Entretanto, junto com as riquezas viriam também os problemas: o Estado seria um dos maiores desmatadores da floresta amazônica e o que mais sofre conflitos pela terra na região.
Carajás concentraria a maior parte da riqueza mineral do Pará - em 2010, a mineração correspondeu a 86% das exportações paraenses.  Atualmente, apenas os municípios de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, todos em território de Carajás, recebem mais de 80% dos royalties da exploração mineral.  Além disso, a Vale prevê investimentos na região, até 2015, da ordem de US$ 33 bilhões. Junto com a prosperidade, o Estado também "herdaria" os problemas sociais e ambientais que hoje são de responsabilidade do Pará, concentrando a maior quantidade de casos de violência no campo e trabalho escravo registrados na região.
Os dois novos Estados - Carajás e Tapajós - também estariam no topo da lista das unidades da federação que mais desmatam a Amazônia. Dos 981 km2 de desmatamento que os satélites do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) registraram em 2010, praticamente a metade (49,2%) foram desmatadas no território que se propõe a criação do estado de Carajás, e 38% no território de Tapajós.  Apenas 13% do desmatamento seria da área que continuaria sendo o Pará.
Tapajós teria as áreas protegidas mais ameaçadas pelo desmatamento ilegal, também teria que enfrentar os impactos sociais e ambientais da usina hidrelétrica de Belo Monte.  A hidrelétrica está prevista para ser instalada no rio Xingu, nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu, ambos em território de Tapajós, mas a área de influência direta da usina afetaria também municípios de Carajás, como Anapu e Pacajá.
O principal argumento dos "separatistas" é que as grandes distâncias do interior, em relação a Belém, dificultam a vida comercial e jurídica da região.  Para os contrários à mudança, o principal problema é o grande custo para os contribuintes: de acordo com pesquisador do Ipea, a União gastaria R$ 2 bilhões adicionais por ano com a instalação dos novos Estados.



27 de mar de 2011

A Capital Federal

Foto: Tarcísio Costa
A Capital.
Em recente viagem à Brasília pude perceber uma cidade ímpar que merece comentários, portanto coloquei-me a disposição de divulgar meu apreço e decepção sobre a capital.
Entendo agora  a influência do modernismo de Le Corbusier na cidade a partir de Niemeyer e Lúcio Costa e um pouco mais sobre a funcionalidade do espaço urbano de Brasília para o exercício do poder além do porque de Visentini ter chamado Brasília de Capital da Geopolítica. 
Foto: Tarcísio Costa

 A cidade certamente não foi planejada e construída para todos, posso dizer que há uma controvérsia com relação funcionalidade da cidade, pois em seu conjunto tudo deve fluir, e o trânsito é um belo exemplo, visto que as avenidas são largas (extremamente) e os veículos, apesar de muitos, trafegam com uma velocidade nada comum em metrópoles brasileiras. Entretanto os pedestres padecem com o espraiamento do conjunto arquitetônico da capital que parece não ter lembrado dos que dariam vida ao plano piloto onde tudo torna-se distante tanto do ponto de vista físico-territorial quanto do social. 
Andar pela cidade é um desafio a resistência e uma verdadeira aventura. São poucos os cruzamentos de vias, quase todas dão giros e mais giros, sobem e descem elevados, passam por túneis para não se cruzarem e poder dar fluxo ao trânsito intenso que dificulta qualquer travessia de pedestres em diversas partes onde não há passarelas, e, mesmo onde há, qualquer forasteiro desavisado pode não percebê-las, pois no plano elas são todas subterrâneas, feitas desta forma para não estragar o visual ícone da cidade. O que mais importava quando da construção da cidade era mostrar o poder do Estado com a nova capital e não as pessoas que morariam ali, ou melhor, a cidade fora pensada para os ocupantes dos altos escalões do governo que possuiriam obviamente seus luxuosos carros para os quais foram projetadas as largas avenidas e não aos transeuntes que se aventuram nos precários ônibus que ligam as cidades satélites e o entorno à Brasília.


A rodoviária. 

Foto: Tarcísio Costa
Ir a Capital e não passar pela rodoviária é tarefa quase impossível, pois ela fica no coração do plano e é de onde partem e chegam ônibus de todas direções da cidade e entorno. 
Se você achar que se perdeu, basta saber onde fica a "rodô" como ela é "carinhosamente" chamada ou mesmo subir em qualquer ônibus que ele certamente levará você até ela, e lá você encontrará o transporte que deseja.
Meu apreço pela "rodô" não foi dos melhores, pois atribuí um apelido nada convencional à ela, "inferninho". Mas considero ali o espaço que melhor representa a realidade da cidade, são pessoas das mais diversas orígens que encontramos lá, são goianos, brasilienses, mineiros (esses 3 mais comuns por conta das cidades do entorno) além de paraenses e claro muitos nordestinos.
De pessoas bem trajadas a pedintes e mendigos a rodoviária é um mosaico da capital e de tudo que nela tem, foi lá inclusive que presenciei brigas a 1 h da manhã quando voltava de uma festa ( afinal não sou de ferro e nem todo mundo tem carro ) e dei 1 real a uma senhora que pedia o valor como complemento de sua passagem, fato também  muito comum em Belém a pesar da distância. Ah! ia esquecendo... só um lembrete para os desavisados, tome muito cuidado com os pertences quando passar por lá, pois pode voltar para casa sem eles.

Arquitetura

Sem dúvida é um ponto mercante da cidade, porém não espere se encantar, pois não passa de puro concreto que dispensa pinturas e sem acabamento em muitos casos, o ministério da justiça é um bom exemplo de uma bela arquitetura com aspecto de péssimo acabamento que só percebe quem vê de perto.
Ao olhar de longe, o senado é digamos, bonito! porém com maior proximidade parece que o tempo o castiga e que está se desfazendo aos poucos. No entanto a catedral, o STJ e o planalto são dignos de admiração, no mais a arquitetura é singular!
continua.....

23 de fev de 2011

O preconceito contra a orígem geográfica e de lugar, incompetência, insensatez, loucura ou o que ?

A partir do que foi amplamente divulgado na mídia sobre a brutal e insana atitude do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, posto aqui minha singela opinião sobre o fato.
Bem, pelo que chegou ao conhecimento do público em geral, o dito cujo após visitar uma área da periferia de Manaus que sofreu desastres por conta de deslizamento de encostas, foi enfático ao dizer para uma moradora "então morra!" após ser questionado no momento de sua visita enquanto falava sobre a necessidade dos moradores saírem da área e não terem pra onde ir.
A dona de casa, desempregada e paraense foi ainda vítima de preconceito após dizer sua origem quando perguntado por Amazonino de onde era. Ao que se sabe o papel de um gestor público municipal não é levar a população o informe de que enfrentam problemas de ordem diversas, pois isto já sabem e vivem cotidianamente , entre suas atribuições cabe utilizar de seu posto em beneficio dos mais necessitados visto que são estes que precisam da salvaguarda do Estado para que possam ter seus direitos e dignidade garantidos, e , sobretudo,  isso cabe ao representante do Estado na figura do prefeito enquando menbro do governo local.
Com isso é notório a falta de conhecimento de sua responsabilidade e de seu papel enquanto gestor, caracterizando assim um perfil de total desqualificação para exercer o cargo que ocupa e representar o povo que não pactua com seu pensamento tacanho.
Além do preconceito da origem geográfica da cidadã brasileira e paraense, o ato discriminatório é repugnante e serve frequentemente aos desvalidos do saber como solução aos reais problemas sociais enfrentados pela população para os quais o "desvalido" não tem qualquer solução viável do ponto de vista moral, ético, humano, político e social, partindo assim ao uso de seus únicos instrumentos de recurso, a barbárie e  a insensatez!
Atitudes como essa me faz pensar que muitos dos governantes são o retrato do retrocesso  às práticas já superadas e vêem soluções, como para o caso da pobreza, o exemplo chinês de controle populacional, que como sabemos já foi superado mesmo no Séc. XVIII com Marx pondo em xeque a teoria de Malthus. Parece prático solucionar a probreza "matando os pobres antes de nascerem" com o controle da população, é notório que no caso chinês economizou-se muito com os milhares que deixaram de nascer, porém não se mudou a realidade de pobreza dos que já coexistem em meio as incompetências governamentais.

10 de fev de 2011

A 11ª praga do Egito


Depois de muito se divulgar sobre os atuais acontecimentos no Egito, aproveitei este momento raro em que disponho de tempo para expor alguns detalhes e em síntese minha apreciação sobre o atual cenário egípcio.  

Além das já conhecidas 10 pragas do Egito, apresenta-se agora a 11ª praga egípcia, mais conhecida por Hosni Mabarak . Essa praga traz, autoritarismo, ditadura, repressão, cessão a liberdade de imprensa, culto e expressão, além concentração de renda e socialização da miséria. 
Ao que se sabe, milhares de pessoas saíram às ruas do Egito nestas ultimas semanas para pedir o fim do regime do presidente Hosni Mubarak ( que está no poder há 30 anos). A onda de protestos foi inspirada na chamada Revolução de Jasmim, um movimento popular que  derrubou o presidente da vizinha Tunísia após um homem ter incendiado o próprio corpo em protesto contra o desemprego e a situação de miséria em que é colocada a maioria da população daquele país. 
Assim como na Tunísia, o Egito tem um governo autoritário, com liberdades limitadas e graves problemas sociais. O país de 80 milhões de habitantes, o mais populoso do mundo árabe. Os protestos contra o governo são inéditos no país, onde não é comum e nem permitido esse tipo de manifestação pública, que de modo geral  têm sido convocados pela internet por meio do Facebook e do Twitter. A rede de internet e telefonia chegaram a ser bloqueadas para que as comunicações com o mundo fossem limitadas. 
Além do Egito, Jordânia, Argélia, Mauritânia, Omã e o Iêmen registram protestos inspirados na Revolução de Jasmim da Tunísia. O mundo árabe está em crise?