29 de set de 2010

Aziz Nacib Ab'Saber

É comum ouvirmos falar dos notáves em física, medicina, matemática e outros estrangeiros, entretanto não é na mesma proporção que conhecemos referências destes mesmos campos no Brasil, menos ainda quando se trata da Geografia, porém é na geografia um dos poucos campos que podemos nos orgulhar dos trabalhos feitos e reconhecidos mundialmente. Neste post farei referência a Aziz Nacib Ab'Saber, um notável geógrafo que a pezar do nome é brasileirissímo.



Filho de um libanês e de uma brasileira,  ingressou na USP no curso de Geografia e História aos dezessete anos, e teve seu primeiro emprego como jardineiro da Universidade. Trabalhou durante muito tempo como professor do ensino básico até chegar finalmente na Universidade de São Paulo. Iniciou suas pesquisas na área de geomorfologia e logo passou a incorporar conceitos de diferentes áreas do saber.Ab'Saber defende uma ciência mais próxima e a serviço dos movimentos sociais. Desenvolveu centenas de pesquisas e tratados científicos, dando contribuições importantes para a ecologia, biologia evolutiva, fitogeografia, geologia, arqueologia, além da geografia. Dentre algumas dessas múltiplas contribuições, estão estudos que corroboram a descoberta de petróleo na porção continental na Bacia Potiguar e a coordenação da criação dos parques de preservação da Serra do Mar e do Japi. Elaborou classificações e levantamentos nos domínios morfoclimáticos e dos ecossistemas sul-americanos, reconstituição de paleo-climas , estudos de planejamento aerolar, pesquisas de geomorfologia climática sul-americana, elaboração de modelos explicativos para a diversidade biológica neo-tropical - Redutos Pleistocênicos - além de estudos sobre rotas de migração dos povos pré-colombianos sul-americanos, estudos de planejamento urbano, medidas preservação do patrimônio histórico - tombamento do Teatro Oficina) - e teorias da educação, com o fim de incluir currículos setoriais em grades de ensino regionais e nacionais. Leia mais...

fonte: adptado de:  pt.wikipedia.org/wiki/Aziz_Ab'Saber

27 de set de 2010

O Dia da Árvore

Foto: Tarcísio Costa
Foto: Tarcísio Costa

Dia 21 de Setembro, 11:40h, 6º horário, Turma 502, EEEFM RIO CAETÉ....
Dia 21 de Setembro tradicionalmente se comemora o dia da árvore. Talvéz ném todos lembrem desta data, mas o curioso é que dificilmente nossos alunos mais jovens, de modo geral aqueles que cursam a 5ª série, esquecem datas comemorativas como essas. Pode-se associar a lembrança ao fato terem feito muitas atividades com a "tia" lá na 1ª à 4ª série em alusão a essas datas.
O que me chamou mais a tenção este ano porém não foi somente o fato de lembrarem a data, mas de modo curioso, como geralmente são, investigarem a orígem de um barulho que encomodava minha aula de geografia naquele dia em que desvendávamos "os segredos da escala cartográfica". De posse de muita energia, logo descobriram de onde vinha o barulho externo, era um machado sendo manuseado por homem que não media esforços para derrubar uma árvore do lado de fora da escola.
Críticos, logo repudiaram o ato com suas famosas frases " professor, estão cortando a árvore logo hoje que é o dia da árvore!!", "acho que ele não sabe que hoje é dia da árvore né professor?" e por aí vai....
Não poderia deixar esse momento oportuno escapar sem aproveitar uns minutos da aula para motivá-los pela preservação ambiental e é claro registrar o acontecemento com a única mídia dísponivel, o celular!!  tirei umas fotos para registrar que aquele seria o último dia para aquela árvore.

20 de set de 2010

Geógrafo x Professor de Geografia

No Brasil, um Geógrafo é o profissional que fez o Bacharelado em Geografia, legalmente habilitado através da Lei 6664/79, no qual remete-se ao registro no CREA de seu estado.
A diferenciação profissional entre um Geógrafo e um Professor de Geografia é que o Geógrafo possui habilitação para emissão de pareceres técnicos, desde que regularmente associado ao CREA, assim como para a elaboração de EIA/RIMA, podendo também prestar concursos públicos para quadros estatais que precisem de bacharelados.

Já o professor de Geografia é o profissional que tem titulação de Licenciado em Geografia, podendo exercer legalmente apenas as funções de docência, do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental (antigas 5ª a 8ª série), e todo o Ensino Médio. Portanto, Geógrafo não é professor e Licenciado em Geografia não é Geógrafo, assim como licenciado em Biologia, Química etc... não é Biólogo, Químico e etc...  tudo isso pode ser consultado no Site do MEC, porém há uma diferença no caso da Geografia, pois o graduado dependendo do curso e da Universidade na qual ingressou pode ser duplmente habilitado, possuindo tanto o grau de Geógrafo (bacharel) quanto de Licenciado em Geografia ( professor ).


16 de set de 2010

Oda al Globo Terráqueo.

E então... hoje publico um poema de Pablo Neruda .
 
Pablo Neruda

“Tú, mapa mundi,
objeto,
eres bello como
una paloma verde opulenta,
o como una
transcendente cebolla,
pero
no
eres
la tierra, no
tienes
frío, sangre,
fuego, fertilidades.”
 

14 de set de 2010

Bragança, como esteira de luz e bonança!

por Jéssica Souza
foto Alexandre Moraes
Segue abaixo um trecho do texto do jornal beira do rio, da Universidade Federal do Pará.

Como esteira de luz e bonança / A esplender para nossa emoção / Esta terra ideal de Bragança / É de Deus a melhor criação". Essa é a estrofe inicial do hino escrito pelo poeta Antônio Telles de Castro e Sousa para uma das cidades mais antigas do Pará, localizada no nordeste paraense, a 220 quilômetros da capital Belém. Os versos remetem à biodiversidade típica das terras amazônidas, que, no caso bragantino, se traduz em uma vasta área de manguezal, praias de mar e de água doce, como a formada pelo Rio Caeté, às margens de onde surgiu o primeiro povoado que, há 388 anos, deu origem ao município.. leia mais

10 de set de 2010

Belo Monte "pour Le Monde" da França

Des indiens Tucano manifestent contre la construction du barrage à Brasilia, le 26 août 2010.
AP/Eraldo Peres













 Desde 2007 quando fazia o curso Livre de francês na Ufpa, em Belém, adquiri o hábito de ler os jornais francêses "Le Monde" e o "Le figaro", encontrei numa de minhas buscas  uma matéria em referência a controvertida obra da usina de Belo Monte, com uma foto exibindo um cartaz que mostra um trocadilho com o nome da usina. Saber qual a visão de outros povos e culturas sobre o quanto e o que acontece em nosso ambiente repercute em outras realidades geográficas é importante, então resolvi fazer uma tradução "á la Tarcisio" e publicar no final do post e assim incentivar meus visitantes a ler.

 
Le président brésilien, Luiz Inacio Lula da Silva, a signé jeudi 26 août le contrat de concession de travaux publics pour le barrage controversé de Belo Monte en Amazonie, le troisième du monde, auquel s'opposent des écologistes et des communautés indigènes. "Nous rendons possible quelque chose qui paraissait impossible il y a 30 ans (...) c'est une victoire du secteur énergétique", a déclaré Lula pendant la cérémonie. C'est le consortium Norte Energia, à dominante publique (49,98 %) qui construira le barrage, mais la participation indirecte de l'Etat est estimée à 70 % parce que des fonds d'investissements d'entreprise publiques complètent ce consortium."Le gouvernement a signé la condamnation à mort du fleuve Xingu et l'expulsion de milliers de riverains", ont déploré des Indiens de la région soutenus notamment par l'Eglise et le réalisateur d'Avatar, l'Américain James Cameron. leia mais no texto original.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou nesta quinta-feira 26 de agosto o contrato de concessão das obras publicas da controversa barragem de Belo Monte na Amazônia, a terceira maior do mundo se opondo aos ecologistas e as comunidades indígenas. “ Nós estamos permitindo algo que parecia impossível há 30 anos (...) é uma vitória do setor energético, declarou Lula durante a cerimônia.O consorcio Norte Energia, dominante público com 49,98 % construirá a barragem, mas a participação indireta do estado está estimada em 70% uma vez que os fundos de investimentos públicos completam o consorcio." o governo assinou a condenação à morte dos povos do Xingu e a expulsão de milhares de ribeirinhos" desabafam os indigenas da região apoiados pela igreja e pelo americano James Cameron produtor do Avatar.

8 de set de 2010

Los Hermanos do Guamá


foto de Márcio Ferreira e texto de Yuri Rebêlo
                                     

Encontrei uma matéria interessante no Jornal Beira do Rio - da UFPA - publico um resumo dela nesta postagem. Quem se interessar pode ler na integra clicando no link.

Com a globalização, dia após dia, as distâncias estão diminuindo. Novas tecnologias, como telefone, rádio, televisão, e-mail, celular, mensagens de texto, programas de conversa instantânea e redes sociais, têm contribuído para isso. Mas, como se comunicar com alguém que está em outro país, que possui cultura e língua diferentes da sua? Nesse contexto, a necessidade do aprendizado de línguas estrangeiras se torna cada vez mais presente. Para tentar viabilizar o estudo de línguas estrangeiras no Guamá, bairro vizinho à Universidade Federal do Pará (UFPA), a Faculdade de Letras Estrangeiras Modernas (Falem) sedia o Projeto da Pró-Reitoria de Graduação “Guamá Bilíngue em 10 anos”. Leia mais

1 de set de 2010

DE QUEM É A CULPA?


Revendo meus arquivos pessoais, encontrei uma resenha que havia escrito e achei interessante publicar e dividir minhas idéias com mais alguém...

CARVALHO, Maria do Carmo Naif. O meio ambiente e a sociedade, in: Gestão de pessoas. Rio de janeiro. SENAC Nacional, 2004.p 65-72.

O meio ambiente e a sociedade apresentados por Carvalho (2004) nos tráz uma discussão a cerca da problemática ambiental enfrentada atualmente, cujas bases se estendem por diversos campos sociais, “político, histórico, ecológico, econômico, psicológico e religioso” (p.65).
Para nos instigar sobre os aspectos a que a autora aborda em seu trabalho, a princípio nos remete a algumas questões atuais sobre o ambiente e segue com indagações que nos forçam a pensar sobre o ambiente em que nos inserimos atualmente, pelas mudanças que a terra e as espécies passaram, novas surgiram e muitas desapareceram.
A autora trata o ambiente como um sistema cíclico, que, no entanto está passível de sofrer alterações de acordo com o equilíbrio social, sobretudo do sistema político, omisso e imoral ante suas responsabilidades segundo ela.
Nos mostra o que fazemos e atitudes que frequentemente tomamos sem pensar em gravidades e implicações resultantes, evidenciando desta forma o homem como parte do ambiente. O que ao ambiente for causado enquanto dano resultará em conseqüência ao homem, uma vez sendo estes indissociáveis.
Segundo a autora “ao introduzir elementos da comunicação e da técnica, nossa espécie transcendeu a evolução biológica natural” (p.66), fato que impõe sobre o que seja feito pelo homem ponha em risco a vida na terra. Um princípio de ação e reação, em que toda ação humana danosa a terra terá em conseqüência uma reação da terra sobre a vida humana e também outras, uma vez sendo todos interdependentes.
A responsabilidade em resgatar o equilíbrio é tratada como de cada um. Todos devem rever seus conceitos, crenças, atitudes e hábitos de consumo, assim fazendo um esforço para compensar os problemas que causamos.
Alguns problemas tal como o da população mundial, tratada como sendo conseqüência da pobreza, devem ser sanados. Segundo a autora a partir da redução da pobreza, vista por ela como fator agravante, aliado ao aumento constante do endividamento dos países do hemisfério sul faz com que se perpetue uma pressão sobre os recursos.
É preciso antes de tudo uma mudança que ainda não se concretizou para muitos de nossos governantes, e, sobretudo uma conscientização para que possamos garantir a manutenção de futuras gerações e da terra como um todo. Para isso a autora finaliza deixando três princípios necessários para se adotar uma cultura ecológica.
O primeiro, a interdependência, trata dos processos vivos relacionados e por isso uma sociedade consciente disso é necessária. O segundo, da natureza cíclica em que não há uma entropia, diferente da ação humana que gera uma entropia, um desperdício de biomassa, segundo ela ”o maior conflito entre a economia e a ecologia reside no fato de a natureza ser cíclica e a indústria linear” (p.71). O terceiro princípio é o da cooperação, em que cada um pode ser capaz de compreender a necessidade do outro e por isso mesmo ser consciente de sua responsabilidade com a natureza.
Penso que as atitudes hoje preponderantes são fruto de uma ideologia desenvolvimentista, mais econômica que social. Ótica que pôs a natureza em risco por acreditar a principio que os recursos eram infinitos.
Os recursos são tão finitos quanto a vida humana, pois ambos estão interligados, o fim de um resultará na extinção do outro, resultado de uma força de ação e reação como já salientado. Entretanto é preciso refletir sobre as responsabilidades perante a natureza, deixar responsabilidades iguais para ações impactantes diferentes sobre a natureza é em grande parte prejudicar alguns e beneficiar outros. Pergunta-se então, todos temos as mesmas responsabilidades com a natureza? Certamente que sim, mas quando se fala em culpas iguais a resposta que daria seria, claro que não!
Pensemos, por exemplo, na ação de uma indústria pesqueira que atua em um determinado local e distribui sua mercadoria para ser vendida no mundo inteiro. A pressão sobre a natureza local e os danos causados pela indústria são evidentes, agora se pegássemos com exemplo um ribeirinho amazônico que extrai da floresta algum tipo de madeira, palha e outros para construir sua humilde moradia, um dia após o outro retira dos rios e de algumas palmeiras, como o açaizeiro, o seu alimento e pequeno excedente para ser comercializado na cidade para suprir necessidade de outros produtos, será que ambos tem a mesma culpa sobre os problemas que afetam o planeta? Penso que não. Quem deve ser desse modo conscientizado sobre ações de preservação do meio ambiente, ambos?
Utilizando o mesmo exemplo da autora sobre o garoto que salvava as estrelas – do - mar, uma após a outra, evidenciando a responsabilidade de cada um questiono: quantas estrelas do mar a indústria deve salvar? E quantas o ribeirinho? É certo que todos devemos ter responsabilidades, porém em proporções diferentes, pois para salvar “as estrelas do mar” digamos que prejudicadas por um ribeirinho se demandaria a mesma ação que para salvar as prejudicadas pela indústria, porém em menor tempo e com menos esforço. Dar responsabilidades iguais para intensidades diferentes de ações favorece para que alguns lucrem e outros levem culpa.
É certo que danos que acontecem em uma parte do mundo afetam o mundo inteiro, mas será moral ou ético um habitante da África racionalizar água porque esta falta em seu espaço, sobretudo devido a mudanças no clima provocadas pelo aquecimento global, decorrentes de emissões de gases principalmente pelos países ricos, enquanto um americano usa até dez vezes mais água do que necessita, sendo eles responsáveis pelo que acomete a população africana? É uma necessidade de sobrevivência que impõe os africanos racionalizar a água, não uma responsabilidade proporcional ao dano que causam.
Creio que a numerosidade da população no países pobres não seja um fator que se sobressaia quando nos referimos a danos ao ambiente como propõe a autora. Se fizermos isso estaremos voltando ao século XIX com a teoria dos pricípios da população do inglês Thomas Robert Malthus. A pobreza e a população não são responsáveis pelo que acomete ao ambiente, basta tomar como exemplo a China com sua gigantesca população de 1,3 bilhões de pessoas, é o país que mais tem usuários de bicicletas.Comparando o padrão de vida dos EUA em que quase toda família tem entre 1 e 3 carros, não tem nem 1/5 da população da China e é responsável pela maior parte das emissões de gases danosos ao ambiente no mundo, veremos neste exemplo que ter uma população numerosa não é o problema, o problema está nos hábitos, no modo de vida. Devemos sim nos preocupar, mas se a população dos países pobres adquirirem o mesmo poder de consumo dos países ricos, e parece ser isso que a indústria quer buscar, consumidores em potencial.
Assim, devemos nos conscientizar, mas para saber o papel de cada um e poder questionar e impedir aqueles que agridem e ameaçam o ambiente.