14 de mai de 2011

Dividindo o Pará!!

A polêmica foi lançada e o povo continua sem saber no que isso resultará em suas vidas. Pensando um pouco sobre isso resolvi postar um pequeno texto de minha opnião sobre o assunto, a partir do que ressurgiu recentemente.
Então... dividir o Pará não é vontade recente, vem de longo tempo, mas só recentemete ganhou repercussão devido a legitimação do governo para a consulta pública de modo que isso se efetive ou não. As propostas de divisão são muitas e não só para o Pará, no caso do nosso estado existe a de criação de dois estados, um território federal e mais o Pará. No entanto neste momento a questão limita-se a divisão do estado para a criação do estado de carajás que corresponderia as regiões sul e sudeste paraense tendo como capital Marabá, já que no caso do estado de Tapajós ainda precisa de aval do senado e portanto ainda não entra, pelo menos por enquanto, em questão. Por último, o territorio federal do Marajó parece estar fora de cogitação.
Bem, diversos são os argumentos usados por algumas lideranças a favor da divisão, dentre elas e a mais comum é a de ingerência do Estado por conta de sua dimensão territorial, o que acaba deixando muitas regiões tais como as que estão em jogo fora das políticas públicas e da presença governamental efetiva, além de justificar que com esta extensão fica inviável promover desenvolvimetno. Alíás, sobre esta justificativa usada lanço mão dos argumentos de meu amigo historiador Júnior Duarte que usou muito bem o exemplo do Estado do Sergipe para pôr abismo abaixo essa tacanha justificativa de que um estado com dimensões menores seja mais desenvolvido por conta da facilidade de gerência e presença com promoção de desenvolvimento e infra estrutura por parte do Estado. Se verdade fosse, o Estado de Sergipe, o menor do país, seria portanto o mais desenvolvido.
Podem surgir as mais distintas justificativas para defesa da fragmentação, porém a que certamente não surgirá é aquela de que a divisão é um anseio antigo de lideranças regionais para ocupar cargos políticos e públicos de comando para poder ditar as regras do jogo a que são submetidos a partir de Belém. Livrar-se de Belém pode dar às "oligarquias" mais poder e consequente acesso a máquina e ao grande bolo nacional do qual almejam uma fatia maior ( me refiro nesse sentido a usurpação do bem público).
Se criado, Estado de Carajás herdará riqueza, desmatamento e violência do Pará . Carajás vai possuir a maior parte da riqueza mineral do Estado, que inclui a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, operada pela Vale.  Entretanto, junto com as riquezas viriam também os problemas: o Estado seria um dos maiores desmatadores da floresta amazônica e o que mais sofre conflitos pela terra na região.
Carajás concentraria a maior parte da riqueza mineral do Pará - em 2010, a mineração correspondeu a 86% das exportações paraenses.  Atualmente, apenas os municípios de Marabá, Parauapebas e Canaã dos Carajás, todos em território de Carajás, recebem mais de 80% dos royalties da exploração mineral.  Além disso, a Vale prevê investimentos na região, até 2015, da ordem de US$ 33 bilhões. Junto com a prosperidade, o Estado também "herdaria" os problemas sociais e ambientais que hoje são de responsabilidade do Pará, concentrando a maior quantidade de casos de violência no campo e trabalho escravo registrados na região.
Os dois novos Estados - Carajás e Tapajós - também estariam no topo da lista das unidades da federação que mais desmatam a Amazônia. Dos 981 km2 de desmatamento que os satélites do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) registraram em 2010, praticamente a metade (49,2%) foram desmatadas no território que se propõe a criação do estado de Carajás, e 38% no território de Tapajós.  Apenas 13% do desmatamento seria da área que continuaria sendo o Pará.
Tapajós teria as áreas protegidas mais ameaçadas pelo desmatamento ilegal, também teria que enfrentar os impactos sociais e ambientais da usina hidrelétrica de Belo Monte.  A hidrelétrica está prevista para ser instalada no rio Xingu, nos municípios de Altamira e Vitória do Xingu, ambos em território de Tapajós, mas a área de influência direta da usina afetaria também municípios de Carajás, como Anapu e Pacajá.
O principal argumento dos "separatistas" é que as grandes distâncias do interior, em relação a Belém, dificultam a vida comercial e jurídica da região.  Para os contrários à mudança, o principal problema é o grande custo para os contribuintes: de acordo com pesquisador do Ipea, a União gastaria R$ 2 bilhões adicionais por ano com a instalação dos novos Estados.



2 comentários:

  1. Eu queria também um pedaço do Pará só pra mim...queria ter um estado só meu... onde eu poderia impor as minhas leis... ah!!! Tô brincando!!! Eu sei que este assunto é muito sério... e requer conhecimento profundo sobre os pontos positivos e negativos que envolvem esta divisão do Pará... principalmente das pessoas que habitam este Estado...e que bom que você se preocupou com este assunto e postou neste blog estes esclarecimentos... obrigada em meu nome e dos que se interessam por este assunto...é por isto que sou fã deste blog !!!

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  2. Acho que coloquei o endereço errado e foi para em outro blog !!! Mas você sabe quem sou eu... sua colega de trabalho e também sua "personal puxa saco"... felicidades!!!

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